quarta-feira, 28 de outubro de 2015

MEMÓRIAS DE BORGES NETTO



A vida de Borges Netto está amarrada à vida da musa Denise Jorge. Impossível imaginar um sem a presença do outro. É assim desde o dia em que se conheceram (fevereiro de 1986), na sala de aula da Escola Técnica Dom Pedro II, na Rua Augusta, em São Paulo/SP.

Nesta escola, sob a orientação da professora de artes, realizaram uma exposição de artes plásticas. Borges já publicara seu primeiro livro Muralha de Cristal (1984). 





“ ... tuas pegadas
marcaram profundamente
o chão fértil de minhas carências...”


"Ainda sou o lavrador que, com a junta de bois, preparo a terra com o arado. Vou revolvendo os torrões e deixando a terra pronta para o plantio.
Agora revolvo meus sentimentos e semeio palavras."


Borges Netto aos 6 meses





Borges Netto (João Antônio da Silva Neto), quarto filho de uma família de sete irmãos, nasceu em 26.07.1957, em Gravataí/RS, no campo destinado à criação de ovelhas e gado leiteiro, nas imediações do quarteirão formado pelas ruas Pompílio Gomes, David Canabarro e Salvador Canelas Sb. Ali ficava a casa dos empregados, as estrebarias, e as cocheiras de Pompílio Gomes, comerciante com loja na rua Anápio Gomes.
Todo o Bairro Dom Feliciano foi o cenário bucólico da infância do autor, que tinha como maior atração o banho de imersão dos animais para a retirada de parasitas.


          “ A noite deve ser suave
                     Como sono de criança...”



Em 1960 a família muda para o bairro São Geraldo, onde o pai trabalha no matadouro e leva os filhos para ajudar nas tarefas. O autor assiste às matanças de gado aos três anos de idade e este fato aparece claramente em Um Deserto Logo Ali.

Em 1964 mudam para uma área rural de Canoas, o conhecido bairro Fátima, que aparece como cenário de diversas crônicas, dois contos e no poema Perda, dedicado à irmã falecida em 1966: “Que saudade de ontem/Da menina travessa/A correr por Fátima/Para fugir de uma boa aula...”




Primeira comunhão com o irmão Flávio(esq),
a mãe Nercy e o pai Ary





Em 1965 inicia os estudos na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima.

Em 1968 retorna a Gravataí sem os familiares. Tinha então onze anos. Matricula-se na Escola Estadual Maria Josefina Becker, onde descobre a biblioteca, mudando definitivamente seus passatempos, seus hábitos e sua visão do mundo.

Em 1970 retorna aos familiares em Canoas e estuda na Escola Polivalente de Vila Progresso.






























































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