sábado, 11 de julho de 2015

CLUBE LITERÁRIO




SARAUS TODOS OS 2º SÁBADOS

 DE MARÇO A NOVEMBRO

COM DECLAMAÇÃO DE POESIAS E MÚSICA

NO SHOPPING DE GRAVATAÍ
Avenida Centenário (no corredor da Livraria Santos)

das 18h às 20h




Encontro de Escritores

No dia 05 de julho de 2016 os escritores Cirio de Melo, Borges Netto e Fernando Medina se reuniram na Oficina Gráfica do Clube Literário para a inauguração de novos equipamentos e dar início na impressão da 3ª edição de Vencendo as Barreiras da Separação.




O Clube Literário foi criado em 13 de junho de 1998, no segundo sábado do mês, por Borges Netto, escritor de Gravataí, e tem como objetivo fomentar a cultura literária em nossa cidade.


A História de Gravataí
Em Oito de abril de 1763, Antônio Pinto Carneiro trouxe mil índios para a região formando com eles o povoado que ficou conhecido como Aldeia de nossa Senhora dos Anjos. Seis anos após com a chegada de famílias açorianas e do governador da Província, José Marcelino de Figueiredo, iniciou-se o desenvolvimento da região, ainda ligada a Viamão. No ano de 1795, virou paróquia; em 1806, freguesia; e, finalmente, em 1889, foi emancipado passando a Vila, com o nome de Gravataí. Conforme o diretor do Museu Municipal Agostinho Martha, Getúlio Xavier Osório, esta é a história oficial do nascimento desta cidade.
Fonte: Jornal da Cidade, quinta-feira, 8 a 14 de abril de 2014.

Da Associação Literária
Havia um espaço para as artes em Gravataí coordenado pelo município: era o Artencanto e ficava na esquina das ruas Ary Tubbs com Anápio Gomes. Depois se transformou em Fundarc - Fundação Municipal de Arte e Cultura. Com a criação da Fundarc, ainda no endereço do Artencanto, as artes foram organizadas em grupos e incentivada a criação de associações e seus estatutos. Criou-se a Associação de Artes Plásticas, de Artes Cênicas, de Músicos e a de Literatura, que era a Associação Literária de Gravataí.  O projeto visava a um grande cadastro no município dos interessados em ler e escrever. Na área literária foi instituído o dia do sarau, que acontecia sempre no segundo sábado de cada mês, às vinte horas, no bar d’Eu, do Deoclécio. Ficava ali na esquina das ruas Adolfo Inácio Barcelos com Anápio Gomes. Além dos saraus, a Associação Literária participava de feiras do livro, visitação às escolas, impressão de livros, principalmente antologias e concursos de literatura em conjunto com a Fundarc. Nos períodos eleitorais, sabatinávamos os candidatos, tanto para vereador quanto para prefeito. Após meu quinto mandato houve rumores de novas lideranças no grupo e preferi não aguardar a eleição marcada para o próximo ano, deixando a Associação com a Vice-Presidente. Na noite em que me comprometi a realizar uma filmagem para os artistas cênicos que estariam se apresentando no teatro do Gensa, aconteceria o sarau poético no Museu Municipal Agostinho Martha. Houve o planejamento para que o poder fosse transmitido durante aquele sarau numa pequena solenidade para que eu pudesse acompanhar os cênicos. Entretanto a Vice-Presidente não compareceu para receber o cargo. A transmissão se deu para o Diretor de Tradicionalismo e pude cumprir meu compromisso. Fui para o Gensa triste e preocupado com o futuro do grupo. No meio do caminho uma ligação: era Tami Caureo.
— Estou indo para Cachoeirinha. Não fiquei para o sarau.
— Mas, Tami, tem o lançamento do teu livro. Você precisa ficar no grupo.
— A coisa ficou sem graça e preferi não ficar. Depois eu vejo o que faço. — A atitude dela me comoveu e me preocupou. Nunca imaginei que uma decisão minha pudesse afetar outra pessoa tão fortemente quanto atingiu Tami Caureo.

Do Clube Literário
Mais ou menos um ano depois, quando se esgotou oficialmente o término do meu mandato, a poetisa Tami Caureo me procurou com os seus poemas. Estavam prontos para ser editados. Precisava agora de um grupo de apoio para o lançamento. Começou então uma árdua tarefa de recrutar interessados em literatura. Resgatar companheiros que frequentavam a Associação. E no segundo sábado de junho de 1998 foi criado o Clube Literário. Inicialmente éramos itinerantes. Cada encontro na casa de um integrante. Fomos para o jornal, divulgamos, aumentamos o grupo e tudo estava pronto para o lançamento do livro Meu Eu, da Tami Caureo, primeira obra com o selo Clube Literário. O lançamento foi na antiga Câmara de Vereadores, ali em frente à Praça do Quiosque. O sucesso foi total sinalizando que este Clube seria bem sucedido. Consolidada as bases em Gravataí fundamos o Clube Literário de Cachoeirinha. Ficou sob o comando de Ivone Miranda, que foi recrutada num outro grupo de poesia que se formava na região o Po & Cia, e que teve vida curta. Depois foi Canoas, com sede no Clube Cultural Beneficente Estância Velha. Seguiu-se Morada do Vale em Gravataí e Jardim Ipiranga em Porto Alegre. Além da escola Santa Rita. Com o passar do tempo, alguns dos clubes foram desarticulados e outros permaneceram, prezando pelos encontros mensais onde se pode ouvir poesia. Ao menos uma vez por mês.

Do auditório Edílio Fonseca
Nesta época o Clube Literário já deixara de ser itinerante. Concentrávamo-nos na capela centenária Santa Cruz, bem perto do Colégio Barbosa Rodrigues. A maioria dos sócios da Associação Literária já migrara para o Clube.
O padre permitiu que na capela houvesse os encontros dos Narcóticos Anônimos e dos poetas do Clube Literário. A capela era pequena e sem ventilação. Não tinha janelas. Apenas uma porta e uma ventarola. Em parceria com os NAs realizamos uma reforma completa na capela, desde a pintura até a troca do telhado. As telhas buscava com meu Chevette numa chácara no fundo do bairro Dom Feliciano. Enchia o bagageiro de telhas coloniais e vinha desviando dos buracos. A mobilização dos poetas na reforma ficara a cargo do Dilque Dionis que nos pôs em contato com os Narcóticos Anônimos. Fizemos uma bela parceria. Íamos às reuniões deles. Eles vinham aos nossos saraus. Até o dia em que a Regina Fonseca, esposa do Edílio, cedeu a sala em sua casa para os encontros. Estava descontente com o ambiente abafado da capela. Então, no segundo sábado de cada mês sua sala se transformava em auditório. E assim foi até o dia em que o Clube Literário foi se apresentar no CTG de Santa Tecla. Lá Regina, Edílio, Denise e eu chegamos à conclusão de que era necessário construir um auditório nos fundos da casa. A sala estava pequena demais para tanta gente. Recorremos a campanhas de doações e levantamos tijolos, telhas e a estrutura toda apenas com doações e rifas que eram vendidas pelo Edílio. Os sorteios aconteciam durante os saraus. Para o nome do auditório sugeri “Edílio Fonseca”, e o Edilio queria que recebesse o nome de seu pai, homem que trouxe o teatro para a cidade. O auditório foi inaugurado e permaneceu com o Clube até um ano após a morte do poeta Edílio Fonseca.

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